A maconha vaporizada contendo porcentagens padronizadas de THC e CBD está associada a melhorias sustentadas em pacientes com esclerose múltipla (EM), de acordo com dados longitudinais publicados no Journal of Clinical Medicine.
Pesquisadores gregos avaliaram a eficácia da vaporização da maconha contendo 9% de THC e 13% de CBD em uma coorte de 69 pacientes com esclerose múltipla. Os sintomas dos participantes do estudo – incluindo disfunção da bexiga, espasticidade muscular e taxa de progressão da incapacidade – foram avaliados na linha de base, em três meses e seis meses.
Uma “melhoria significativa foi observada em todas as avaliações de resultados” após o uso adjuvante de maconha pelos pacientes, relataram os pesquisadores.
“Este estudo representa um passo inicial para entender a aplicação no mundo real de formulações vaporizadas de THC: CBD no tratamento da esclerose múltipla”, concluíram os autores do estudo. “As descobertas (…) destacam os benefícios potenciais das formulações vaporizadas (de maconha) no tratamento dos sintomas da EM, particularmente quando integradas à estrutura de tratamento existente de DMTs [terapias modificadoras da doença] e outras terapias sintomáticas da esclerose múltipla”.
O texto completo do estudo, “Evaluating vaporized cannabinoid therapy in multiple sclerosis: Findings from a prospective single-center clinical study”, aparece no Journal of Clinical Medicine.
Referência de texto: NORML
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