Historicamente, monarquias ao redor do mundo desfrutaram de enormes privilégios sobre o resto da população. Nos países onde rainhas e reis ainda prevalecem, a situação não mudou em nada. Além disso, os benefícios associados ao poder chegaram até mesmo ao campo da maconha.

Acontece que Carlos III (Charles III, em inglês) do Reino Unido está usando derivados desta planta para tratar o câncer de próstata do qual sofre há mais de um ano, apesar do fato de a maioria dos britânicos não ter acesso a esses remédios. De acordo com vários relatos da mídia publicados nos últimos dias, Carlos III estaria usando canabinoides para aliviar sintomas comuns do tratamento do câncer, como náusea, dor e perda de apetite. O Palácio de Buckingham não confirmou a informação, mas também não a negou. Até o momento, não se sabe se os derivados consumidos pelo monarca são flores queimadas ou vaporizadas (as mais eficazes para cuidados paliativos) ou óleos.

A verdade é que, segundo dados oficiais do Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS), apenas cerca de 55.000 pessoas no país usam atualmente medicamentos à base de maconha para tratar diversas doenças. Isso só é possível para quem tem receita médica e condições financeiras para pagar pelos medicamentos. O sistema exclui aqueles com menos recursos, pois esses produtos não são fornecidos gratuitamente. Além disso, o autocultivo ainda é considerado um crime. Mas o Rei desfruta de seus privilégios.

A saúde do monarca é delicada. Há alguns dias, Charles III teve que ser hospitalizado novamente após apresentar “efeitos colaterais temporários” relacionados ao tratamento contra o câncer.

Referência de texto: Cáñamo

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